Aperta-se o cerco à Irlanda

European Commission President Jose Manuel Barroso and French President Nicolas Sarkozy – currently chairing the EU – have urged the need for a permanent EU presidency to replace the rotating system. “We need a president of the Council [the institution representing EU member states] that does not change every six months,” Mr Barroso told journalists at the end of an EU leaders’ meeting in Brussels on Thursday (16 October). “To lead [EU] member states, we need a very strong presidency.”

Fonte: EU Observer

Murphy tem uma nova lei!

O Gonçalo conseguiu um novo emprego e para quem o conhece sabe como esse era uma ambição inultrapassável. Ficam aqui os desejos de muito sucesso nesta nova etapa. Quem muito procura, arranja sempre melhor e tenho a certeza de que este é um desses casos.

À Sombra de Anjo

É difícil encontrar tanto consenso à volta de um livro e, ainda mais, à volta do seu autor. Mas Carlos Ruiz Zafón parece conseguir alcançar esse objectivo (meu? dele?) a cada dia que passa.

Quando saiu El Juego del Angel confesso que não resisti e comprei de imediato. Adquiri então a versão espanhola, já que só daí a alguns meses é que o livro seria traduzido para português – o que deve acontecer por estes dias. Acontece porém que, por razões que por vezes desconhecemos (e que têm a ver apenas com o nosso quotidiano), El Juego del Angel ficou a repousar silenciosamente naquele tampo de madeira até ao passado domingo, quando o recuperei.

(se colocar aqui silêncio apenas para pensar na história e nas personagens, julgo que não precisaria de dizer muito mais. O livro é simplesmente impressionante, belo, escrito magistralmente bem e cheio de imagens que nos transportam exactamente para onde o autor nos quer levar. Haverá algo melhor num livro?)

O que me atrái ainda mais neste universo literário muito próprio é a forma como o autor lida com isto tudo: com uma ligeira descontracção, ignorando vaidades que seriam fáceis e mantendo um low-profile muito próprio dos verdadeiros artistas.

Esta história não acaba aqui.

(nunca poderia acabar)

E no meio do nevoeiro… três eleições!

O nevoeiro era tanto ontem à tarde que afectou mesmo a chegada da proposta de Orçamento de Estado para 2009 ao Parlamento. Uma coisa é certa: mais dinheiro, mais salários, menos impostos. Ou seja, os portugueses já começaram a pagar as eleições do próximo ano.

Ao que gostava de ter assistido no passado sábado

   

“Como é possível guardar a memória do passado em nome do futuro?” esta foi uma das muitas questões deixadas no ar na conferência sobre o Holocausto moderada por José Manuel Fernandes (director do Público), que decorreu no passado sábado, na Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim.

Presente na sessão, o presidente da Câmara Municipal, José Macedo Vieira, não pôde deixar de exprimir o seu pensamento perante o genocídio e as tragédias que ameaçam o mundo: “Vivemos num mundo de incertezas e cada vez mais tenho uma única certeza, como afirmou o filósofo grego Sócrates, «Só sei que nada sei»”.

Esther Mucznik, uma das conferencistas convidadas, apresentou razões irrefutáveis para o ensino da Holocausto, desde logo o facto de se tratar de um acontecimento onde foram assassinados cerca de seis milhões de judeus. “Não podemos abstrair-nos de uma realidade tão trágica e temos de combater o negacionismo” afirmou a investigadora judia consciente de que a única maneira de combater essa negação da realidade é através do debate e do estudo. “Só através do conhecimento e análise do Holocausto podemos detectar e compreender noutros conflitos algo que caracterizou este massacre”, acrescentou. Esther Mucznik considera o Holocausto um acontecimento sem precedentes, pois “pela primeira vez, toda uma máquina de Estado colocou-se ao dispor do extermínio de um povo inteiro. Hitler não matou a totalidade dos judeus mas destruiu toda uma cultura e civilização. Hoje, a cultura judaica que existe na Europa é uma cultura morta”, afirmou.

Apesar de Portugal não ter participado na guerra, a presença dos judeus no nosso país faz parte da nossa História e foi-nos claramente relatada por Dora Caeiro, Professora de História, que participou na conferência reflectindo sobre a conduta, ora favorável ora repressiva, dos reis portugueses perante este povo.

Esther Mucznik alertou ainda para a “desumanização do inimigo, único meio para o planeamento do extermínio, que conduz à desumanização dos perpetuadores deste empreendimento sistemático de doze anos de exclusão e discriminação judaica”. Apesar dos motivos apresentados serem mais que suficientes para justificar o ensino do Holocausto, Esther reconhece que estarmos a 60 anos da tragédia acrescido do facto do sucedido ir contra a religião e valores que nos foram incutidos dificultam a tarefa. “O Holocausto tornou-se um património da Humanidade, pelo lado negativo, claro.”, concluiu a investigadora.

Gabriela Fernandes, responsável pela publicação de vários livros sobre o Holocausto, refutou a ideia de Esther afirmando que “há valores que são intemporais” e a realidade que nós queremos saber é terrível”. A palestrante manifestou a sua constante indagação perante a indiferença com que as pessoas reagiram ao massacre e a passividade face ao genocídio, atitude de insensibilidade perante o outro que actualmente também se verifica em várias dimensões e que ela apelida de “banalidade do mal”.
Um mal que foi, em parte, reconstruído pelo testemunho de Esther Mucznik e Gabriela Fernandes que juntamente com José Manuel Fernandes e Margarida Delgado realizaram uma acção de formação em Israel no Verão passado e se disponibilizaram a transmitir uma fascinante lição sobre a história do Holocausto. Resultado dessa viagem foi também uma exposição intitulada “O Ensino do Holocausto no Século XXI” do Museu Yad Vashem que está patente na Biblioteca Municipal até ao dia 25 deste mês e que retrata o terror vivido pelos judeus desde o momento em que se convertem em cidadãos inferiores, privados de direitos (1933) até à altura em que são vítimas das maiores atrocidades e um terço do seu povo é exterminado (1945).

(Texto do Gabinete de Relações Públicas e Comunicação da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim)

Sábado foi dia de Feira

   

Há dias assim: sem contar, aparecem coisas interessantes à nossa frente.

No sábado, fui ao Centro Comercial Vasco da Gama para ver a nova FNAC – que, diga-se já, está longe da qualidade de outras existentes em Lisboa. Mas, curiosamente, foi na Bertrand e na Feira do Livro que está instalada na Gare do Oriente que vi as melhores ofertas em termos de qualidade/ preço. Feitas as contas, comprei três livros – que o mercado estipula em 90 euros – por apenas 13 euros!

Ora façam as contas:

“A Minha Vida”, o livro autobiográfico de Bill Clinton, por cinco euros; “O Livro dos Códigos”, uma obra que explica como os códigos evoluíram ao longo do tempo, alterando as formas de comunicar, por três euros; e “Os Presidentes da República Portuguesa”, de António Costa Pinto, por cinco euros.

Vou bater à Porta 66 a ver no que dá!

Um casal concorreu ao Porta 65, depois de no ano anterior ter beneficiado do Incentivo ao Arrendamento Jovem. Arranjou toda a documentação necessária, preencheu todos os campos no site e submeteu todos os documentos. Resultado: não tem direito ao subsídio.

As razões?

Uma das pessoas do casal beneficiou de uma bolsa de estágio numa instituição política internacional. Como essa instituição beneficia de um regime fiscal própria, essa pessoa do casal não declarou o valor recebido em sede de IRS – nem podia fazê-lo! A diligente funcionária responsável pela candidatura informou que só as bolsas concedidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia é que seriam válidas. Ora, como a FCT é gerida pelo Governo, digamos que fica tudo em família…

Mas, pensará o leitor, o que é que a bolsa de estágio e a respectiva compensação monetária tem a ver para o caso? É que, se o valor da bolsa não entrar nos rendimentos de 2007, o montante recebido por trabalho dessa pessoa do casal torna-se insificiente para ”merecer” a dádiva da Porta 65.

Daqui, surgem logo duas questões: 1) então, imagine-se que no ano passado estava ainda a estudar e como só agora comecei a trabalhar, não tive rendimentos declarados em 2007. Não posso ter uma ajuda do Estado? 2) estou a concorrer no final de 2008. O Estado não quer saber se a minha situação profissional actual? Não: basta-lhe o IRS de 2007!

A minha conclusão é simples e representa apenas o corolário de uma série de medidas que o Governo tem vindo a tomar em relação a este Porta 65: este programa serve apenas para limitar a ajuda a uma franja mínima da população jovem. Até compreendo: o país está em crise e ajudar com uns míseros euros quem trabalha e se esforça diariamente, é certamente uma política social que este Governo de Esquerda não pode suportar.

História da Carochinha

A proposta de tornar possível e legal o casamento de duas pessoas do mesmo sexo vai hoje ser chumbada no Parlamento. Não tenho qualquer problema em aceitar a realidade homossexual, nem estou muito preocupado com os bens patrimoniais ou a adopção de crianças. Mas, sinceramente, este é um assunto para discutir nesta altura?

Portugal sofre de um mal chamado “estilo”. É estiloso falar de certos assuntos: as drogas leves, o aborto, a homossexualidade. O azar, para quem se está nas tintas para estas coisas em alturas impróprias (como é o meu caso), é ter de ler, ouvir e ver sempre os mesmos a discutir as mesmas coisas e, geralmente, sempre com o “estilo” a apontar para o microfone.

Divididos na União

Se não fosse o carácter acolhedor da União Europeia, e que está na sua génese, quase apetecia dizer: Divididos na União. As potencialidades de um agrupamento político e económico desvanecem-se e acabam por desanimar mesmo os mais crentes. A mais recente crise financeira é a prova mais evidente de que as divisões aproximam mais os europeus do que outra qualquer tomada de posição.

Repare-se: a Irlanda nem está muito virada para estas coisas das decisões comunitárias: avança sem falar com Bruxelas, esquecendo que uma medida dentro de portas vai naturalmente afectar todos os restantes Vinte e Seis. Mais: Angela Merkel, depois de ser armar em moralista junto de Nicolas Sarkozy, criticando Dublin, faz exactamente o mesmo que o antigo Tigre Celta. 

Mais do que uma simples questão de títulos de jornais, que anunciam o fim do capitalismo, o que falha neste momento é uma ideia de unidade que sempre esteve tremida. Não basta garantir os depósitos, é preciso também saber se isso não terá consequências negativas para o futuro dos europeus, a grande maioria sem qualquer culpa do sucedido.

Google lança serviço especial para as eleições europeias

A Google quer lançar um serviço especial para as eleiçoes europeias, que decorrerão em Junho do próximo ano. Trata-se de uma espécie de motor de busca especializado, que já está em funcionamento nos EUA, por causa das eleições presidenciais.

Este motor permitirá, entre outras coisas, que os utilizadores procurem vídeos dos candidatos, com uma precisão incrível: será possível pesquisar directamente no vídeo a afirmação “x” produzida pelo candidato a deputado “y”, através de “speech recognition”. O grande problema para a Google parece ser a variedade de línguas que compõem a União Europeia (23).