É difícil encontrar tanto consenso à volta de um livro e, ainda mais, à volta do seu autor. Mas Carlos Ruiz Zafón parece conseguir alcançar esse objectivo (meu? dele?) a cada dia que passa.
Quando saiu El Juego del Angel confesso que não resisti e comprei de imediato. Adquiri então a versão espanhola, já que só daí a alguns meses é que o livro seria traduzido para português – o que deve acontecer por estes dias. Acontece porém que, por razões que por vezes desconhecemos (e que têm a ver apenas com o nosso quotidiano), El Juego del Angel ficou a repousar silenciosamente naquele tampo de madeira até ao passado domingo, quando o recuperei.
(se colocar aqui silêncio apenas para pensar na história e nas personagens, julgo que não precisaria de dizer muito mais. O livro é simplesmente impressionante, belo, escrito magistralmente bem e cheio de imagens que nos transportam exactamente para onde o autor nos quer levar. Haverá algo melhor num livro?)
O que me atrái ainda mais neste universo literário muito próprio é a forma como o autor lida com isto tudo: com uma ligeira descontracção, ignorando vaidades que seriam fáceis e mantendo um low-profile muito próprio dos verdadeiros artistas.
Esta história não acaba aqui.
(nunca poderia acabar)
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Acabei ontem de ler e sim é fascinante, é bom saber que a novela tem 4 partes e ainda só saíram duas…
Mas desiludi-me no final. O livro acaba em 1945, segundo a carta que o Sempere envia, o Daniel Sempere nasce em 1939, ou seja tem 9 anos. N’A Sombra do Vento, no verão de 1945, Daniel Sempere tem 11 anos…