A polémica em volta do tempo de antena dado a Marcelo Rebelo de Sousa é uma longa conversa. Nem vale a pena estar aqui com partidarices (ou partidarites) que não servem nem o debate de ideias nem a política portuguesa.
A questão, do meu ponto de vista, está em se saber se vale a pena um comentador ocupar um espaço nobre de uma televisão pública, quando outros programas de debate são remetidos para altas horas, isto quando existem.
Marcelo Rebelo de Sousa chegou à RTP depois de ter sido empurrado pela TVI. Na altura, a estação viu com bons olhos a chegada de um actor importante no espaço mediático e pensou nos potenciais espectadores que iria conquistar para aquele horário. A dada altura, percebeu-se que o homem não podia falar sozinho e, vai daí, coloca-se António Vitorino no mesmo horário mas no dia seguinte.
Chegamos a este ponto, quando faltam poucas semanas para se iniciar um novo ano com três eleições à porta. Neste cenário, é evidente que não é possível manter todo o espaço concedido a Marcelo Rebelo de Sousa por muito mais tempo.
Mas, uma coisa é dizer isto. Outra bem diferente (contra o que se insurge o próprio Marcelo) é fazer com que esta seja uma manobra para termina com um programa que, sinceramente, nem devia ter começado.
Arquivado em: António Vitorino, Debate Político, Eleições, Governo, Horário Nobre, Marcelo Rebelo de Sousa, Política, RTP, TVI, Televisão



